Arquivo para agosto \21\UTC 2010

21
ago
10

Magic: revelada nova habilidade “infect”

Ontem Mark Rosewater publicou uma série de mensagens no seu twitter revelando uma nova habilidade que estará presente na próxima expansão Scars of Mirrodin. A habilidade chama-se (apenas em inglês, por enquanto) infect. Para quem não sabe, Mark Rosewater é designer no Magic e está liderando o design de Scars of Mirrodin.

O ManaNation.com reuniu e publicou em ordem cronológica os tweets do Mark. Publicaram também a série de respostas que o Mark deu no próprio twitter logo após o anúncio.

Resumindo o anúncio, no final de cada artigo do magicthegathering.com do dia 19 de agosto, havia uma animação em flash com um dado d10. Clicando nesse dado, em algumas jogadas ele revela a habilidade infect. Veja o exemplo no final deste artigo. A habilidade é assim (tradução livre):

Infeccionar (Esta criatura causa dano em criaturas na forma de marcadores -1/-1 e em jogadores na forma de marcadores de veneno.)

Essa habilidade lembra murchar (wither), pois tem aproximadamente a mesma redação. As duas se aproveitam da mudança recente no livro de regras que incluiu uma explicação detalhada do que é dano (regra 119). Essencialmente, haverá um novo item na regra 119.3 explicando que dano causado com criaturas com infect faz com que o jogador ganhe marcadores de veneno.

Mark ligou infect a murchar e a veneno, mas lembrando que infect será mais poderoso. Enquanto veneno faz com que uma criatura sempre adicione uma quantidade pré-definida de marcadores, infect faz com que o jogador receba um número de marcadores igual ao poder da criatura.

O mais importante a se notar: os marcadores adicionados pela habilidade vão substituir a perda de vida, mas a criatura não deixa de causar dano. Se um jogador com 20 pontos de vida recebe dano de uma criatura 3/3 com infect, ele continua com os 20 pontos de vida e recebe 3 marcadores de veneno. Isso é dano, pode ser prevenido e desencadeia habilidades que se refiram a criaturas causando dano e jogadores recebendo dano.

Vamos esperar para ver quais outras novidades chegarão com Scars of Mirrodin. Alguns fóruns nos EUA já apontam para rumores falando de uma nova carta para o Karn…

17
ago
10

Transmission-daemon: baixe seus torrents em background

Há bastante tempo atrás, no meu antigo blog, escrevi um tutorial sobre como instalar e configurar o Transmission.

Na época, o pacote transmisison-daemon (disponível no Debian e no Ubuntu) ainda não estava maduro, e  era necessário escrever o script de boot dele. Meu angito tutorial nem falou sobre esse script, mas esse tutorial pretende ser mais abrangente, usando o pacote atual e configurando todo o servidor.

Neste tutorial usarei os comandos de acordo com os padrões do Ubuntu 10.04, mas todos eles com alguma alteração vão funcionar com a sua distribuição. Lembre-se que todas as ações que serão realizadas necessitarão de permissões de superusuário; nos exemplos eu usei o sudo, que é o padrão do Ubuntu.

Instalando

A instalação do transmission-daemon em um GNU/Linux é simples, pois ele está presente em várias distribuições diferentes. Na página de downloads do projeto há links para os pacotes, código fonte e binário para MacOS X. Há também uma lista de equipamentos que trazem o transmission embarcado.

Para instalar no Ubuntu, basta adicioná-lo pelo Synaptic, Central de Programas ou pelo comando

# sudo apt-get install transmission-daemon

Lembre-se que há o transmission e o transmission-daemon. O primeiro é a aplicação desktop, o segundo é o servidor que vamos configurar aqui.

Configurando

Uma vez instalado, o serviço estará configurado e executando. Para realizar qualquer alteração nas configurações, é necessário primeiro parar o serviço:

# sudo service transmission-daemon stop

E depois é necessário editar o arquivo de configuração do serviço. No pacote distribuído no Ubuntu, o arquivo de configuração fica em /var/lib/transmission-daemon/info/settings.json e apenas o usuário debian-transmission tem permissão de ler ou escrever o diretório info. Para editar este arquivo, é necessário usar o sudo:

# sudo vim /var/lib/transmission-daemon/info/settings.json

No comando acima, usei o vim como editor de texto, você pode usar o seu editor favorito.

Para editar as configurações do arquivo, você pode consultar todas as opções disponíveis na wiki do projeto. Aqui vou mostrar algumas configurações importantes para começar a usar o programa.

Autenticação RPC

A autenticação RPC é o maior problema assim que instalamos o transmission-daemon, pois ele vem configurado com o máximo de segurança, solicitando senha até mesmo para exibir a interface web. As configurações abaixo permitem abrandar essa segurança:

  • rpc-authentication-required: Indica se o servidor vai usar a autenticação RPC. Coloque “false” aqui para que nenhuma senha seja solicitada.
  • rpc-bind-address: O endereço de rede do computador onde o serviço está funcionando. O padrão é “0.0.0.0” e pode ser mantido assim.
  • rpc-enabled: Habilita ou desabilita a opção de RPC.
  • rpc-password: A senha para a conexão RPC. Digite a senha desejada, quando você salvar, o programa vai transformá-la em um hash, deixando-a criptografada no arquivo.
  • rpc-port: A porta para conexão do RPC, é por ela que você vai acessar a interface web. O padrão é 9091.
  • rpc-username: O nome de usuário para conexão RPC, que deve ser informado junto à senha.
  • rpc-whitelist: Endereços que podem se conectar ao servidor. Coloque os endereços separados por vírgula. Se você usa apenas um computador, mantenha “127.0.0.1”, mas você pode também adicionar o endereço da sua rede local, algo como “127.0.0.1, 192.168.1.*”.
  • rpc-whitelist-enabled: Mantenha “true” para que a whitelist seja válida.

Esta é a única configuração essencial que deve ser feita no arquivo settings.json para que tudo já esteja preparado para o uso. Na minha rede, eu desliguei a autenticação e deixei os endereços da rede local permitidos na whitelist.

Após salvar o arquivo, feche-o e inicie o daemon novamente:

# sudo service transmission-daemon start

Usando a interface web

Para acessar a interface web, abra seu navegador e digite o endereço do servidor junto à porta configurada. Pode ser http://127.0.0.1:9091 se você está usando o servidor neste momento.

Esta interface permite todas as funções básicas para torrents, como adicionar, remover, iniciar e pausar. Com o botão direito é possível outras opções em downloads específicos.

Para escolher onde o transmission vai salvar seus downloads, acesse o menu de configuração (a roda dentada no final da página) e escolha a opção Preferences. Digite o caminho onde os arquivos devem ser salvos. Há outras opções, como a porta que o torrent vai esperar pelas conexões (esta porta deve estar aberta para a internet e não é a mesma porta do RPC). A maioria dessas opções é auto-explicativa e comum a todos os softwares de torrent.

Arquivos salvos

O serviço é executado com o usuário debian-transmission, então é necessário notar algumas questões de segurança e permissão de arquivos:

  • O diretório onde os torrents serão baixados deve ter permissão de escrita para o usuário debian-transmission.
  • Os arquivos salvos pelo debian-transmission só podem ser modificados por ele.

Uma maneira de contornar esses problemas é configurar um diretório compartilhado localmente, como explico em detalhes neste artigo que escrevi para o Viva o Linux. Outra opção seria deixar que todos possam escrever no diretório de download e alterar as permissões de escrita ou dono de arquivo toda vez que um download terminar.

Finalizando

O transmission-daemon permite muitas opções, como limite de velocidade de download e upload, e modo “tartaruga” para quando você quer dar uma diminuída nos torrents para aumentar a velocidade de outros downloads temporariamente.