Arquivo de junho \22\UTC 2010

22
jun
10

Fudge RPG: o básico do sistema

Há alguns dias eu falei sobre como eu descobri o Fudge. Agora vou falar um pouco sobre o sistema e as regras básicas dele.

Definições básicas

O Fudge não é um sistema fechado. Ele é um conjunto de regras que pode ser adotada em todo ou em parte pelo GM (Game Master, o mestre do jogo), de acordo com o seu jogo, cenário e jogadores. É um sistema mais trabalhoso para o GM, pois ele precisa escolher que regras serão usadas e ter cuidado para manter o equilíbrio entre elas. Ao mesmo tempo, ele tem a liberdade de usar itens das regras em alguns personagens e ignorar a existência desses itens em outros personagens, dando agilidade ao jogo.

Medidas das características

Todo sistema mede os níveis das características dos personagens. Alguns sistemas medem em pontos, outros medem com números simples e outros medem com porcentagem. O Fudge mede com palavras, que podem ser traduzidas em números. São 7 os níveis básicos de medida:

  • Soberbo;
  • Ótimo;
  • Bom;
  • Mediano;
  • Medíocre;
  • Ruim;
  • Péssimo;

Para traduzir estes níveis em números, usa-se a medida de -3 para Péssimo e +3 para Soberbo, com os outros níveis sendo os outros números entre -3 e +3.

Características dos personagens

Os personagens tem os seguintes conjuntos de características:

  • Atributo: qualquer característica que qualquer um no mundo de jogo tem, em um nível ou outro. Em uma escala de Péssimo – Mediano  – Soberbo, o humano típico possuirá atributos em Mediano.
  • Perícia: uma característica que não é um atributo, mas que pode ser melhorada por meio de prática. O padrão para uma perícia não listada é normalmente Ruim, embora ele possa variar um pouco para cima ou para baixo.
  • Benção: qualquer característica que não é um atributo ou perícia, mas que é alguma coisa positiva para o personagem. Alguns GM irão definir uma certa característica como uma Benção, enquanto outros a definirão como um Atributo. Em geral, se a característica não fecha facilmente na escala Péssimo – Mediano – Soberbo, ela provavelmente é uma Benção.
  • Falha: qualquer característica que limita as ações do personagem, ou garante a ele uma má reação do personagem com as outras pessoas.

Veja que o sistema não define quais são os atributos, nem uma lista de perícias e bênçãos. Ele fornece exemplos de atributos no capítulo específico, os quais o GM pode adotar ou não.

Veja no próximo capítulo como são feitas as rolagens de dados no Fudge, continue acompanhando a tag: Fudge.

10
jun
10

My Baby Mario …

Simplesmente fantástico …

 

09
jun
10

Magic Community Labs: novos formatos multijogador

Aí que na coluna do Monty Ashley de ontem (07/06/2010) ele diz que o que o Magic mais precisa é de formatos multijogador. Acho que estão lendo o Lixão Nerd.

O anúncio é mais para dizer que eles abriram um fórum e uma wiki para que os jogadores sugiram, desenvolvam e discutam formatos multijogador. No dia 16 de julho um desses formatos será selecionado para ser jogado na Gen Con, que ocorrerá em 8 de agosto.

É claro que estaremos traduzindo as regras do Lixão Aberto e postando lá. E esperem por novos formatos multijogador descritos aqui.

08
jun
10

Análise: Final Fantasy I (PSP)

Uma das mais conhecidas franquias de rpg, pertencente a Square-Enix, é Final Fantasy.

Sem dúvida todos já ouviram falar desse série de jogos, mesmo que apenas depois dos filmes. A série teve início na década de 80, sendo nomeada dessa forma por ser a última aposta da Squaresoft para se manter na época. O principal concorrente dessa franquia na época era a franquia Dragon Quest.

Depois desse momento de memórias, vamos ao ponto desse post. Ontem acabei o jogo Final Fantasy I, para PSP. Consiste em uma edição comemorativa aos 20 anos de Final Fantasy, lançada a uns 3 anos atrás. O remake do original para NES 8 bits não deixa muito a desejar. Os gráficos do jogo foram todos refeitos em 2D com uma boa qualidade, diferente de alguns remakes para NDS que ganharam versões 3D, e o mesmo ganhou até uma cena CG na abertura. A história é bem fiel ao original ( eu já havia jogado o original, porém não cheguei a acabar o mesmo na época ).
Porém o jogo, apesar der se um prato cheio para os saudosistas, tem pontos fracos. O principal ponto fraco de todos é a frequência insana de batalhas. Chega ao ponto de em alguns momentos você não conseguir dar 2 passos sem pegar batalhas seguidas, tornando quase impraticável explorar as dungeons sem muita paciência. As batalhas são extremamente fáceis, só apresentando alguma dificuldade nos dungeos opcionais e nos 5 chefes do jogo. Todas as demais batalhas basta ficar apertando repetidamente o botão de ataque e pronto. Devido a isto perigo de jogar esse jogo é alto : quase joguei o psp na parede umas 5 vezes.

Como pontos fortes do jogo está a inclusão de opcionais e extras para o jogador: uma galeria de artwork ( com vários desenhos de Yoshitaka Amano, que já desenhou para Sandman ), uma dungeon nova ao fim do jogo, a trilha sonora excepcional de Nobuo Uematsu ( que acompanha a série por muitas edições, sendo que tenho certeza que até o FF 8 as músicas são dele ainda ) e um bestiário que registra os monstros que já enfrentou.

E o ponto mais interessante que achei do jogo foi que a versão japonesa é a versão internacional, ou seja, só há uma versão do jogo que é a japonesa. Esta versão apresenta o idioma japonês e inglês. Achei muito bom isso, de não terem lançado mais de uma versão.

No demais o jogo é fiel ao original, mantendo sua qualidade através dos anos. Realmente não há uma história tão complexa como os Final Fantasy mais recentes, porém é uma boa história, tendo seu desfecho, e praticamente toda a explicação, no último chefe.

Por fim, o fator replay desse jogo é baixo.

Nota: 7,5.

Agora, rumo ao Final Fantasy II ( e ao XIII ).
Até a próxima pessoal.

08
jun
10

HIGH SCHOOL OF THE DEAD

Fazia muito tempo que não lia um mangá. Acho que o último que li completo foi Chobits. Mas, pra minha surpresa, semana passada encontrei na banca um mangá sobre zumbis! Não pensei duas vezes e comprei.

Não colocarei spoilers aqui. Mas posso adiantar que o toque japonês fez a diferença. Estudantes peitudas enfrentando zumbis??? Muito massa! Lembrei da última vez que vi um produto japonês no ramo dos zumbis: o jogo Oneechanbara, do PS2. Lá também tinha uma gostosa enfrentando zumbis. Futuramente falarei desse jogo.

HOTD está em andamento no japão e vai ser publicado aqui bimestralmente, sendo que o primeiro volume é de abril.

Editora: Panini

Preço: R$ 9,90