Arquivo para abril \28\UTC 2010

28
abr
10

Análise: Plants vs Zombies

Quando instalei, domingo a noite, Plants vs Zombies no meu PC, não imaginava que iria jogá-lo até 4 da manhã. Mas o que faz um jogo aparentemente tão simples viciar tanto? Para começar, a idéia de colocar plantas para lutar contra zumbis é genial! Isso é feito num formato de jogo de estratégia.

No início, descobrimos que nosso jardim está sendo atacado por zumbis e, para defendê-los, temos diversas plantas à disposição. O uso das plantas é feito selecionando a carta correspondente. Mas, para isso, é necessário sol. O sol é como se fosse o mana em um jogo de magic, sendo que cada planta tem seu próprio custo de sol. As cartas são apresentadas uma a cada fase, fazendo com que o jogo tenha uma excelente curva de aprendizagem. Depois de destravar diversas cartas, você terá que escolher um número limitado a ser usado na fase. Assim, você monta seu “deck”.

Durante uma missão, você vai colocando as plantas de acordo com os zumbis que aparecem. Temos diversos tipos de zumbis: alguns simples, outros protegidos com algo na cabeça, um que vem voando em um balão, zumbis com catapultas, etc. Temos até um zumbi Michael Jackson!  Algumas plantas são ótimas contra um determinado tipo de zumbi, enquanto contra outros elas podem ser meio inúteis.

A dificuldade é meio baixa, tanto que não morri nenhuma vez até terminar o jogo. Mas, para compensar, tem alguns minigames bem complicados de se vencer.

Tecnicamente, é um jogo bem simples. Gráficos, sons e jogabilidade básicos. Mas isso não diminui a qualidade do jogo, muito pelo contrário.

Ah, nesse jogo os zumbis não decepcionam e falam: Braaaaains


Resumo:

Plataforma: PC e Mac

Gênero: estratégia

Gráficos: 7,0

Som: 7,0

Gameplay: 9,0

Notal final(não é uma média): 8,5

25
abr
10

Regionais de Magic no Nordeste

Esse ano teremos 5 regionais de Magic: the Gathering no Nordeste, sendo que 3 serão no Ceará! 🙂

Quem estiver afim de ser enrolado jogar nesses campeonatos, é só conferir as datas logo a seguir. Fonte: http://www.devir.com.br/magic/nac2010_cal.php

29/05 Redzone – Fortaleza/CE
05/06 Dominária Cards e Games – Fortaleza/CE
20/06 TO – Diego Reynaldo – João Pessoa/PB
25/07 Miolo de Pote – Eusébio/CE
31/07 Caverna do Dragão – Recife/PE

25
abr
10

Lixão Aberto

Este é o meu post de estreia no blog, e nele vou explicar o modo de jogar Magic: The Gathering que dá nome ao blog.

Os quatro autores deste blog participam de um grupo de jogadores de Magic, sempre nos reuníamos para jogar, trocar cartas e às vezes participar de torneios, onde sempre perdíamos. Com o passar do tempo, nossos jogos informais começaram a se tornar muito entediantes, uma vez que os mesmos decks sempre venciam. Surgiu uma necessidade de acrescentar um elemento de aleatoriedade.

Um dia, depois de uma partida com final previsível (mais uma vez, o deck de pássaros ganhou), surgiu a ideia de usar as cartas de troca para jogar, de maneira que cada jogador tivesse acesso apenas a cartas aleatórias, que ele não tenha conhecimento prévio. Começamos a discutir como cada jogador poderia escolher que cores usaria (ou se usaria artefatos), e como ele faria isso sem conhecer previamente que cartas usaria durante o jogo. No final, surgiu um conjunto básico de regras:

  1. Criam-se 7 decks: um para cada cor, mais um para artefatos, multicoloridos e terrenos não-básicos, e mais um para terrenos básicos. Esses decks serão grimórios compartilhados entre todos os jogadores e são colocados no meio da mesa. Cada grimório deve ser grande, cerca de 100 cartas. Os jogadores devem estar de acordo com a quantidade de cartas repetidas: se é permitido apenas uma cópia de cada carta, se há o limite normal de 4 cópias ou se são permitidas ilimitadas cópias de cartas.
  2. Após definir quem começa o jogo e a sequência dos turnos, os jogadores compram 3 terrenos básicos mais uma carta de cada um dos outros 6 decks, ficando com 9 cartas na mão cada um. Depois escolhem e descartam 2 cartas, formando sua mão inicial. Não há mulligan.
  3. O jogo começa seguindo as regras para vários jogadores, variante “Free-for-All” (tópico 805 do livro de regras – PDF).
  4. Algumas cartas são incompatíveis com o formato. Geralmente são as que permitem buscar outras cartas em grimórios ou remover cartas de grimórios. Elas geralmente fornecem uma vantagem muito grande ou são simplesmente inúteis. Sempre que um jogador se defrontar com uma carta que considere dúbia, deve solicitar a opinião dos outros jogadores. Se a carta for julgada incompatível, o jogador a remove do jogo e compra uma carta do mesmo grimório dela.
7 grimórios

Sete grimórios na mesa, nenhum é seu. Foto propositalmente de baixa qualidade.

Devido à característica de aleatoriedade, pensamos em nomear o formato de maneira a fazer alguma ligação com o formato “Deck Selado”. Resolvemos chamar de Lixão (já que usamos apenas cartas mais fracas) Aberto (já que todos tem uma ideia vaga de que cartas podem aparecer). Ou Lixão a Céu Aberto.

Estas regras básicas permitem jogos divertidos, imprevisíveis e extremamente longos, uma vez que é muito difícil criar combos úteis, que as cartas de todos os jogadores são ruins, e que todos estão mais ou menos no mesmo nível de poder. Após alguns jogos, resolvemos adicionar regras extras para motivar os jogadores a atacarem. Estejam atentos a futuros posts com mais regras de Lixão Aberto.